Quanto custa ter um carro
Quase ninguém sabe quanto o próprio carro custa, porque a maior parte do custo não passa pelo extrato. Aqui entra tudo: a depreciação, o dinheiro parado na garagem, o combustível, o seguro, o IPVA e a manutenção.
Seus números
Leve esta simulação com você
Gero um PDF com os seus números, as premissas e a tabela completa. Se quiser, olho o seu caso e comparo as opções reais de mercado com você.
O carro cobra de você por fora do extrato
Quando alguém estima o custo do próprio carro, costuma somar combustível, seguro e IPVA e chegar a um número confortável. Faltam os dois maiores: a depreciação, que é valor seu evaporando todo mês, e o custo de capital, que é o rendimento que aquele dinheiro daria se estivesse aplicado.
Por isso o resultado aqui vem separado em dois blocos: o que sai do bolso e o que sai do patrimônio. Os dois são custo. O primeiro você sente; o segundo só aparece no dia da revenda, quando o carro vale bem menos do que você lembrava.
Simulação educativa com premissas editáveis e médias de mercado. Não considera multas, pneus fora do perfil de manutenção, financiamento com saldo residual, valor de revenda real do seu modelo nem variações de combustível. Não é recomendação de compra, venda ou contratação de crédito.
O que costuma gerar dúvida
Por que a depreciação entra se eu não pago nada por ela?
Porque ela é dinheiro seu que desaparece. Um carro de R$ 120 mil que vale R$ 102 mil um ano depois custou R$ 18 mil naquele ano, mesmo que nenhum boleto tenha chegado. É o maior custo de quase todo carro e o mais fácil de ignorar.
O que é custo de capital nessa conta?
É o rendimento que o dinheiro investido no carro deixou de gerar. Com R$ 120 mil parados em um bem e o CDI perto de 14% ao ano, são cerca de R$ 1,4 mil por mês que você deixa de ganhar. Se o carro é financiado, o custo de capital incide sobre a entrada, e os juros do financiamento entram separados.
Como escolher o perfil de manutenção?
Leve, em torno de 2,5% do valor ao ano, serve para carros novos, nacionais e ainda na garantia. Média, 4%, é o caso mais comum depois do terceiro ano. Pesada, 6%, cabe em importados, carros de luxo ou com alta quilometragem.
Os valores de depreciação são fixos?
São premissas editáveis. A regra prática é uma queda maior no primeiro ano, entre 10% e 20%, e algo perto de 8% a 10% ao ano depois. Modelos com alta demanda de revenda caem menos; lançamentos e elétricos de primeira geração costumam cair mais.
A comparação com aplicativo significa que devo vender o carro?
Não. Significa que você passa a saber o preço da conveniência. Muita gente olha o número e decide manter o carro com tranquilidade, porque agora sabe o que está comprando. Outras descobrem que o segundo carro da casa não se paga.
Elétrico compensa nessa conta?
Troque o consumo para km por kWh e o preço para o valor do kWh e a calculadora já ajusta o custo de energia. Lembre que o IPVA tem redução em vários estados e que a depreciação dos elétricos ainda é mais incerta que a dos carros a combustão.
Serve para decidir entre comprar à vista ou financiar?
Ajuda. Ative o financiamento no ajuste fino e compare o custo total. Na prática, quando o CET do financiamento é maior que a rentabilidade líquida dos seus investimentos, pagar à vista costuma ser melhor. Se quiser testar o caminho inverso, veja amortizar ou investir.
