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Vale a pena trocar de banco?

Comece pelo seu contrato: saldo, parcela e prazo que faltam. Se você não souber a taxa, eu deduzo dos seus próprios números. Depois coloque as propostas que apareceram e veja quanto sobra de verdade, já descontado o custo de portar.

Seus números

Leve esta simulação com você

Gero um PDF com os seus números, as premissas e a tabela completa. Se quiser, olho o seu caso e comparo as opções reais de mercado com você.

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Como a comparação é feita

Primeiro a taxa que você paga. Depois a que te ofereceram.

A maior parte das pessoas com financiamento não sabe a taxa do próprio contrato. Sabe a parcela, sabe quanto falta, mas a taxa ficou num papel assinado há oito anos. Sem ela não dá para julgar proposta nenhuma — qualquer número parece bom.

Por isso a conta começa por dentro. Com o saldo devedor, a parcela e o prazo que faltam, a taxa do contrato sai por dedução: é a única que produz exatamente aquela parcela sobre aquele saldo naquele prazo. Se você informar quanto do boleto é seguro, a dedução separa o que é juro do que é proteção, e fica mais precisa ainda.

Com a taxa atual na mão, cada proposta entra com a sua taxa, o seu prazo, o seu sistema e o seu custo de cartório. O resultado não é a parcela menor: é quanto sobra no seu bolso até o último mês, já descontado o custo de trocar. E em quantos meses esse custo se paga.

Parcela menor nem sempre é economia Uma proposta pode baixar a parcela só esticando o prazo, ou trocando SAC por Price, sem reduzir o custo do dinheiro. As duas coisas aparecem na tabela: a parcela que cabe no mês e o total até o fim. Quando a segunda piora, a ferramenta diz.

E um aviso que eu daria pessoalmente: antes de assinar a portabilidade, leve esta simulação ao seu banco atual. Ele tem o direito de cobrir a proposta, e costuma cobrir. Às vezes a melhor saída é a renegociação — sem avaliação nova, sem cartório, sem custo nenhum. Mas você só tem esse poder de barganha com uma proposta concreta na mão.

Simulação educativa com taxa constante ao longo do contrato. Não considera correção do saldo devedor por índice (TR, IPCA ou poupança), mudança de seguro ao longo do prazo, carência nem reajuste de tarifas. A portabilidade depende de análise de crédito, nova avaliação do imóvel e contrato adimplente. Condições podem mudar sem aviso.

Perguntas frequentes

O que costuma gerar dúvida

Não sei a taxa do meu financiamento. Dá para simular?

Dá, e é o ponto de partida daqui. Com o saldo devedor, a parcela que você paga e o prazo que falta, a taxa do contrato pode ser deduzida por cálculo — é a única taxa que produz exatamente aquela parcela sobre aquele saldo naquele prazo. Se você informar quanto do boleto é seguro, a dedução fica mais precisa, porque o seguro não é juro. Muita gente descobre aqui que paga bem mais do que imaginava.

O que é portabilidade de financiamento imobiliário?

É transferir a sua dívida de um banco para outro que ofereça condições melhores, sem vender o imóvel, sem entrada e sem mudar de casa. O novo banco quita o saldo devedor no banco antigo e você passa a pagar a ele, com a taxa e o prazo da nova proposta. É um direito seu, previsto na Resolução 4.292 do Banco Central, e o banco atual é obrigado a informar o saldo devedor quando você pedir.

Quanto custa fazer a portabilidade?

Os custos são a nova avaliação do imóvel e o registro do aditivo em cartório, e variam por região e por instituição — em geral alguns milhares de reais. Não há ITBI de novo: o imóvel não muda de dono, só o credor. A calculadora mostra em quantos meses a economia na parcela cobre esse custo.

Meu banco atual pode cobrir a proposta?

Pode, e costuma fazer isso. Quando você formaliza o pedido de portabilidade, a instituição atual tem a chance de apresentar uma contraproposta para manter o contrato. Por isso vale levar esta simulação até ele antes de decidir: às vezes o melhor resultado é a renegociação, sem nenhum custo de cartório. De qualquer forma, você precisa de uma proposta concreta na mão para ter esse poder de barganha.

Esticar o prazo na portabilidade é bom negócio?

Alivia o caixa e aumenta o custo. Uma proposta com prazo maior reduz a parcela mesmo com taxa igual, e isso faz a economia mensal parecer ótima enquanto o total pago cresce. A calculadora avisa quando a proposta estica o prazo e mostra o total até o fim, que é onde a diferença aparece.

Por que a economia total importa mais que a parcela menor?

Porque a parcela menor pode vir de prazo maior, de sistema Price no lugar de SAC, ou das duas coisas — e nenhuma delas reduz o custo do dinheiro. A conta que decide é quanto você ainda vai desembolsar até quitar, comparada com quanto desembolsaria ficando onde está. É esse número que a ferramenta coloca em primeiro plano.

Para que serve informar quanto eu já paguei?

Para você ver o quadro inteiro: parcelas pagas, entrada, ITBI e tarifas somam um valor que quase ninguém tem na ponta da língua. Mas é importante entender que esse dinheiro não entra na decisão de portar. Ele já saiu, independentemente do que você fizer agora. A decisão se resolve só com o que ainda está por vir.

Posso portar se estiver com parcelas em atraso?

Não. A portabilidade exige contrato em dia, e o novo banco faz análise de crédito e avaliação do imóvel como em qualquer financiamento. Ter o contrato adimplente e o nome limpo é a condição básica para conseguir a taxa melhor.